Ao longo da minha carreira, trabalhei com empresas dos mais variados portes e setores. E uma coisa me chamou a atenção desde cedo: o nível de maturidade no uso de dados varia muito — muito mais do que a maioria dos executivos imagina.
Em alguns projetos, me deparei com empresas que literalmente olham dados de hora em hora. Agências de publicidade, por exemplo, monitoram métricas em tempo real para ajustar lances, escolher canais e realocar orçamento antes que o dia acabe. Nada é decidido sem números na mesa. Por outro lado, encontrei empresas que usam dados apenas para fechar o DRE no final do mês — e algumas que nem isso fazem. Vivem, na prática, ao acaso.
Na minha trajetória acadêmica, tive contato com profissionais brilhantes de grandes companhias que me relataram, com certa frustração, a fragilidade do uso de dados nas organizações onde trabalhavam. Pessoas capacitadas, cercadas de tecnologia, mas sem estrutura, cultura ou liderança que transformasse dados em decisões.
A verdade é simples: as empresas estão em níveis diferentes de maturidade. E entender onde você está é o primeiro passo para avançar.
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