O maior patrimônio da sociedade hoje é, sem dúvida, a informação. Basta notar as transformações diárias e a capacidade que os dados têm de influenciar nossa existência, que se torna cada vez mais dependente do ambiente digital. Há quem, como o matemático Clive Humby, arrisque-se a afirmar que os dados são o novo petróleo.
Mas como o petróleo, os dados precisam ser refinados, pois sem refino, não têm a viabilidade comercial que se pretende, uma vez que não são ainda informações. Assim como o petróleo, os dados estão na natureza, na nossa vida, nas coisas que fazemos e produzimos. São fatos consumados que ainda estão sem contexto e precisam ser tratados. Precisam ser armazenados com cuidado, pois são caros e como o petróleo, inflamáveis, pois se vazar, o operador do dado pode receber multas e sanções pesadas.
Esses dados têm tanto valor que os índices de crimes virtuais crescem continuamente — afinal, informações pessoais e financeiras são hoje o principal insumo para fraudes digitais.
A transição dos dados empresariais do meio físico (departamentos, arquivos e envelopes de papel) para o digital (sistemas e servidores) transformou-os em ativos valiosos. Quando esses dados são coletados, processados e analisados, eles se convertem em ricas fontes de informação e conhecimento, proporcionando uma vantagem competitiva significativa para a organização.
Este artigo visa discutir a Governança de Dados (GD) e seu potencial para contribuir de forma significativa para os processos de business intelligence (BI) e ciência de dados.
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