E não é por falta de dados. É por falta de um modelo que organize eles da forma certa e apontando para os alvos corretos.
Trabalho com análise SEO, PPC, CRO e dados há anos e vejo o mesmo padrão se repetir: empresas com presença física distribuída pelo Brasil tomam decisões de expansão com base em feeling, pressão do time regional ou simplesmente no histórico de quem já vende mais. É o que mais vemos por aí.
O problema é que quem mais vende nem sempre é quem mais pode vender. É como eu ouvi de um cliente uma vez: “eu sei que estou ganhando dinheiro, mas não sei quanto eu poderia ganhar a mais”. Ou então, de um grande varejista que me disse: “Erick, eu não sei o que eu não sei!”.
Há alguns anos, a gestão de campanhas de anúncios seguia uma lógica direta: em contas bem administradas, o aumento do aporte financeiro traduzia-se quase automaticamente em escala de resultados. Contudo, esse cenário mudou. Recentemente, tem sido cada vez mais comum o relato de analistas sobre a dificuldade de potencializar retornos; em diversos nichos, o crescimento agora exige investimentos proporcionalmente muito superiores aos patamares anteriores, uma tendência que se torna predominante no mercado.
A saturação tornou o custo de aquisição um desafio. Segundo o relatório da WordStream (MARINO, 2026), o CPC médio no Google dobrou na última década, saltando de $2,32 para $5,42. Apesar da estabilização recente pós-2025, o leilão hoje opera em um patamar alto que esmaga o lucro das empresas.
O que noto nos dados é uma saturação concentrada principalmente em algumas regiões: embora o público-alvo cresça, o número de concorrentes acompanha esse movimento. Especialmente em áreas mais populosas, isso resulta em ‘oceanos vermelhos’. Muitos e-commerces, por exemplo, concentram suas vendas em SP, enfrentando custos de campanha mais altos e uma concorrência muito maior.
Foi para resolver esse problema que desenvolvi o IOA — Índice de Oceano Azul: uma metodologia com base em estatística e ciência de dados que identifica, município a município, onde existe potencial de mercado ainda não explorado.
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